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►SINOPSES

15 FEV | SEXTA


col. Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

ILHA DE MORAES Paulo Rocha

102’

Na sequência do projecto de A ILHA DOS AMORES, Paulo Rocha roda este documentário, testemunho complementar da época, da vida, da obra e da personalidade do escritor Wenceslau de Moraes, português que escolheu o Extremo Oriente para viver e criar, até à sua morte em 1929.

 

 

   
AS SEREIAS Paulo Rocha 31’

O sortilégio da cor, do som e dos movimentos da multidão nas noites únicas do São João da cidade do Porto ficaram na memória de PauloRocha desde a infância. Tendo rodado dezenas de horas «de São João», Rocha concretizará, para Porto – Capital Nacional da Cultura, a sua obra sobre esta festa popular, suportada por textos de Regina Guimarães.

       

16 FEV | SÁBADO



JOSÉ CARLOS SCHWARTZ– A VOZ DO POVO ADULAI JAMANCA

52’
No início dos anos 70, num país fragmentado em dezenas de etnias e em
plena guerra de independência, José Carlos Schwarz criou o primeiro agrupamento musical da Guiné-Bissau, o “Cobiana Djazz”. José Carlos cantava em crioulo e criou uma forma musical que ainda hoje unifica os guineenses. Este documentário conta-nos a história do poeta e fundador da música moderna da Guiné-Bissau, que morreu num acidente aéreo em 1977, com apenas 27 anos.
       
A FESTA JOANA CUNHA FERREIRA 48’
Francisco Félix de Souza, Chachá I, morreu nonagenário em Ajudá, no ano de
1849, rodeado de uma extensíssima família de várias mulheres, filhos, filhas e corte. A sua fama como traficante de escravos já tinha atingido tais proporções que os abolicionistas ingleses acreditaram que, com a morte de Souza, acabaria o tráfico de escravos. Em 2004, Francisco Félix de Souza faria 250 anos. Em Ajudá, onde Francisco se instalou e enriqueceu, os mortos não são considerados mortos, vivem ao nosso lado enquanto quisermos. Ali, como aqui, enquanto houver quem nos recorde continuamos a ser e a nossa história a crescer.
       
EVOCAÇÃO DE BARAHONA FERNANDESJOSÉ BARAHONA 22’
" O professor Barahona Fernandes foi um ilustre psiquiatra português. Era
também o meu avô Barahona. Este filme é sobre a memória e as recordações que guardo dele.”
       
BALAOU GONÇALO TOCHA 77’

“Faz agora sete meses que a Blé, minha mãe, morreu. Estou em frente do mar
de São Miguel nos Açores, a terra da família distante. Encontro a tia-avó Maria do
Rosário, 91 anos, à procura do seu momento para partir. Fala-me de Deus. À sua volta, os bebés nascem. Todos passam pelo mar da ilha, negro, vulcânico. É aqui que encontro a Florence e o Beru, um casal francês que todos os anos cruza o Atlântico no Balaou, um barco à vela. Convidam-me a continuar a viagem com eles. Mando fora o bilhete de avião e faço-me ao mar alto. Dividido em três momentos e oito lições, BALAOU é uma viagem para aceitar o esquecimento das coisas.”

       

AS DUAS FACES DA GUERRA DIANA ANDRINGA E FLORA GOMES

100’

Luta de libertação para uns, guerra de África para outros: o conflito que, entre 1963 e 1974, opôs o PAIGC às tropas portuguesas é visto, desde logo, de perspectivas diferentes por guineenses e portugueses. Mas não são essas as únicas "duas faces" desta guerra: mais curioso é que, para lá do conflito, houve sempre cumplicidade: "não fazemos a guerra contra o povo português, mas contra o colonialismo", disse Amílcar Cabral, e a verdade é que muitos portugueses estavam do lado do PAIGC. Não por acaso, foi na Guiné que cresceu o movimento dos capitães que levaria ao 25 de Abril. De novo duas faces: a guerra termina com uma dupla vitória, a independência da Guiné, a democracia para Portugal. É esta "aventura a dois" que queremos contar, pelas vozes dos que a viveram.

       
NIKIAS SKAPINAKIS:O TEATRO DOS OUTROS JORGE SILVA MELO 60’

Um revisitação da obra do Pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição
“Quartos Imaginários”, 2006. O filme segue de perto o trabalho de um dos mais
importantes pintores da segunda metade do século XX - Nikias Skapinakis, de
ascendência Grega que começou a expor em 1948. É um clássico distante, cerebral, um pintor que trabalhou todos os géneros da academia, retratos, paisagens, naturezas mortas, nus – e que em todos deixou a sua pessoalíssima marca, a sua tenaz melancolia. Durante uma hora, visitamos este artista que pintou a desolada Lisboa sem esperança do Pós-Guerra.

 

   

UM POUCO MAIS PEQUENO QUE O INDIANA DANIEL BLAUFUKS

78’

No Verão de 2004, por motivos que eu próprio não sei explicar, decidi
atravessar a paisagem portuguesa. Tracei um mapa imaginário a partir de uma velha colecção de postais, que decidi levar comigo. Arranjei um velho Mercedes e saí de Lisboa.

       
O CASINO HUGO MAIA 13’

Lisboa, Abril de 2006. É inaugurado o Casino de Lisboa, numa cerimónia onde
afluíram populares e convidados VIP, os primeiros assistindo na via pública ao que se passa e os segundos convivendo numa enorme tenda montada para o efeito; mas ambos esperando o momento em que o casino abrirá as suas portas. Qual a diferença de comportamentos entre os dois grupos presentes?

       
ARQUITECTURA DE PESO EDGAR PÊRA 24’

Respondendo ao desafio da Trienal de Arquitectura de Lisboa, o último filme -
provocação de Edgar Pêra mostra quatro grandes obras públicas que “projectaram” Portugal na Europa: o Centro Cultural de Belém – onde há catorze anos Portugal presidiu à C.E.E.; o Parque da Nações – Palco da Expo ’98; Os Estádios de Futebol – para o Euro2004; e a Casa da Música – originalmente concebida para o Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Recorrendo a imagens de arquivo e à música de Nel Monteiro, “Arquitectura de peso” é o resultado do confronto de um “tempo de antena musical popular” com o documentário de propaganda de arquitectura do Estado.

       
ILHA DA BOA VIDA MERCÊS GOMES 25’

Em Bombaim a rua é a casa dos seus habitantes: os inactivos, os que apesar
de cercados tentam fugir, os que continuam a voltar. Neste documentário descobrimos as cenas da vida diária de Bombaim. Ao longo de um período de 24 horas de pura sensibilidade: madrugada, manhã, tarde, anoitecer, noite e novamente amanhecer. Sequência de fotografias em time-lapse, acompanhadas de som ambiente, retratam cenas do quotidiano de Mumbai e dos seus habitantes.

       

HOMENS QUE SÃO COMO LUGARES MAL SITUADOS JOÃO TRABULO

21’

A partir de textos de Daniel Faria, Marguerite Duras e Serge Daney, “Homens
que são como lugares mal situados” toma a forma de um poema visual cujo motivo é a viagem de um homem entre dois continentes.

       

PAISAGENS SONORAS PEDRO GIL E JOSÉ LEITÃO

15’

Paisagens sonoras do Parque das Nações.

       
17 FEV | DOMINGO
 

 

 

 
PÃO NOSSO CAMILO AZEVEDO E SOFIA LEITE 50’

Pão Nosso é um documentário que fala dos gestos simples do quotidiano de
quem faz pão, da Índia ao Eufrates, de Goa aos confins de Trás-os-Montes. Os seus protagonistas são as famílias que fazem e vivem do pão. Quando há milhares de anos o Homem aprendeu a transformar a colheita em pão, não sabia que tinha inventado uma das mais simples e poderosas criações - mostrando como são semelhantes as nossas civilizações: Hindu, Cristã e Muçulmana.

       

LOGO EXISTO GRAÇA CASTANHEIRA

63’

A minha mãe, Beatriz, teve um AVC aos setenta e três anos. Seis anos mais
tarde, faleceu, vítima de um terceiro AVC. O convívio próximo com ela e com a sua doença, durante estes seis anos, deixou-me interrogações que agora, em “Logo Existo”, revivo e reorganizo. “Logo Existo” exclui intencionalmente a primeira palavra da expressão “Penso, logo existo”. O estudo da mente tem sido, ao longo dos últimos séculos, relegado para a religião e a filosofia. No entanto, nas últimas décadas, a neurobiologia rasgou horizontes neste campo. Este filme é sobre a procura de uma palavra que substitua este “pensar” cartesiano que há já três séculos definiu conceitos em torno da identidade humana sem nos fazer felizes. Fazer este filme tornou-se imperativo, porque existo.

       

UMA VIDA NOVA NUNO PIRES

24’

Não tinham sequer 20 anos. José e Guiomar foram para França a salto nos
anos 70, sem saber uma palavra de francês. Deixavam Portugal sob a ditadura, à procura de uma vida melhor, mas sem nunca esquecer o seu país de origem e sempre com vontade de voltar um dia. Trinta anos depois, decidiram regressar. Porquê agora? Alguns meses atrás, os seus dois filhos escolheram viver em Portugal. Portanto, José e Guiomar já não têm nada que os prenda a França. Mudar de vida outra vez, aos 50 anos, tem algo de assustador, mas eles preparam-se para esta mudança com a mesma coragem e a mesma esperança que tinham há trinta anos.Retrato intimista, diálogo entre um filho e os seus pais, este documentário tem também valor de testemunho sociológico abordando as questões da emigração e da integração da comunidade portuguesa em França.

       

LONGE DE MIM PETER ANTON ZOETTL

77’
Neti pede um visto para ir ter, junto com as suas duas irmãs, com a mãe que
há muito vive em Lisboa. O Ministro dos Negócios Estrangeiros está a ser acusado de ter desviado 450.000 dólares. A brasileira Sol de Oliveira foi presa por imigração ilegal e está a esperar a sua extradição. Três histórias de vida que se parecem interligar numa pequena casa de madeira no bairro da Boa Morte, perto do centro da capital São-Tomense. A sorte de um é o azar do outro, e nenhum dos protagonistas parece ser o dono do seu destino...
       

O FOLE – UM OBJECTO DO QUOTIDIANO RURAL CARLOS EDUARDO VIANA

32’
O fole, cujo processo de fabrico se documenta, é um objecto que, apesar de
hoje ser quase desconhecido, foi peça comum do quotidiano rural de São Lourenço da Montaria. A sua função era a de recipiente para o transporte de cereal, da casa para o moinho sob a forma de grão, regressando depois já como farinha, pronto para ser consumido. A aquisição de um fole para o Museu do Traje de Viana do Castelo (no âmbito da investigação molinológica que o núcleo dos moinhos da Montaria proporciona) foi o pretexto para o registo do processo – com os seus saberes e gestos específicos – que, apesar de se ter repetido inúmeras vezes ao longo dos tempos, corria o risco de se perder irremediavelmente.
       

NUBAI – O RAP NEGRO DE LISBOA OTÁVIO RAPOSO

65’

Cova da Moura, Arrentela e Porto Salvo. O rap negro da periferia forma um
cordão à volta de Lisboa. Para apontar o dedo ao racismo, à exclusão, à violência policial, à pobreza. Vida de preto. “Hip hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar”, diz Jorginho, um dos oitos rappers entrevistados. Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. “Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros”. O som do beat box e poesia em crioulo a reinventar a vida, para que um dia tenham o seu Malcolm X, os seus Panteras Negras. É o futuro. O hip hop é a arma.

       
AUTO DAS VELAS FILIPA SEREJO 23’
A história de quatro vendedoras de velas num local de culto de Lisboa.
       

CONCIERGES ANDREIA BARBOSA

52’
Concierges propõe uma imersão na rotina de três porteiras portuguesas a
trabalhar em Paris. Todos os aspectos da vida quotidiana das personagens são
submetidos ao olhar da objectiva: tarefas diárias, relações com os locatários, questões burocráticas, tempos livre, discussões à mesa, conflitos.
Os instantes de rotina destas três mulheres funcionam como pinceladas de um retrato da profissão de porteira e da comunidade emigrante à qual, em França, mais facilmente se associa essa profissão: a portuguesa. Ser porteira condiciona a visão que estas mulheres têm do país de acolhimento, assim
como os seus projectos de vida; por outro lado, ter uma porteira portuguesa
condiciona a vida de prédio e de bairro em Paris. É nesta alquimia, nesta dependência, que vem ancorar-se o projecto Concierges.
       

MULHERES TRAÍDAS MIGUEL MARQUES

55’

Maria José Silva é uma figura ímpar da cultura portuguesa: realizadora,
escritora, actriz e cantora, vive no Porto e faz cinema amador há mais de 20 anos. “Mulheres Traídas” é o seu mais recente filme, uma história de infidelidades contada na voz feminina. Este documentário acompanha de perto a rodagem, reflectindo sobre como a ficção se faz espelho de uma realidade social.

       

UMA HISTÓRIA FUGAZ MIGUEL CLARA VASCONCELOS

15’
Cátia é uma rapariga muito jovem mas com um passado difícil, que alimenta o
sonho de ser “Barmaid” ou modelo. Encontra um homem numa cadeira de rodas. Ambos participam num projecto de dança, mas o passado de Cátia é mais forte e ela é impedida de continuar com os ensaios.
       

À FLOR DA PELE CATARINA MOURÃO

64’
...rapazes e raparigas a crescer, a lutar…crianças que parecem adultos,
adultos que parecem crianças…. Um país, mergulhado na recessão e apatia, à espera da vitória da selecção. Mas no fim nada mudou e a vida continua….
       

MANA MÁRCIA SANTOS

 

40’

Lídia é uma jovem de 26 anos, que tem uma vida normal e amigos normais.
Rotinas e detalhes complexos como toda a gente. Entre eles o facto de ser a minha irmã mais velha.

       
18 FEV | SEGUNDA
 

 

 
A BALEIA BRANCA – UMA IDEIA DE DEUS JOÃO BOTELHO 53’
A construção de Moby Dick no São Luiz Teatro Municipal.
De que se trata? Navegar, ao sabor do vento dos acidentes, que me agitará consoante a direcção em que soprar, ao lado de um desesperado e corajoso grupo de teatro que se atreve a pôr em cena uma das maiores obras literárias da civilização ocidental: a narrativa demencial e desmedida, a aventura sangrenta e sagrada da caça a Moby Dick, a baleia branca, criada pelo génio de Herman Melville.
       

LUZLINAR E O LOUVA-A-DEUS MARGARIDA GIL

27’
A escultora Maria Lino regressa à sua terra natal depois de 27 anos no
estrangeiro. O que mudou ?
       

MOVIMENTOS PERPÉTUOS EDGAR PÊRA

70’
Um documentário em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra
definem o génio, a bravura e a modéstia de Carlos Paredes. Em Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes estabelece-se um diálogo entre uma guitarra e uma câmara de Super 8, numa estética que evoca a memória dos velhos filmes de família, plena de intimidade, revelada na partilha de pequenas histórias da vida. O concerto de Carlos Paredes no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984, é o ponto de partida para o desenrolar de histórias da prisão, resistência, sucessos e amadorismo, relatos marcados pela simplicidade e pela paixão.
       

OLHO DA RUA REGINA GUIMARÃES

6’
As paredes olham-me e falam-me ao ouvido.
       

A BAGAGEM REGINA GUIMARÃES E SAGUENAIL

87’
A partir de depoimentos de estudantes de humanidades recém-licenciados,
uma reflexão acerca das noções de “trabalho” e “emprego”, tal como ecoam no
Portugal de agora.
       

LOST IN ART LUÍS ALVES DE MATOS E JOÃO LOURO

11’
Num mundo ao contrário, onde a arte oscila entre uma decoração política e
uma conversa de iluminados, um personagem nos antípodas da arte procura desfazer a miragem e, de frente para os fantasmas, no centro do mundo, pensa no ruído que o poderá salvar.
       

BLIND RUNNER, UN ARTIST UNDER SURVEILLANCE LUÍS ALVES DE MATOS

58’
Neste filme um artista está sob vigilância 24 horas por dia. Através de uma
circulação contínua de imagens e sons, o espectador torna-se um cúmplice e uma testemunha presente de todos os seus movimentos. Neste processo, interrogamo-nos não só sobre a razão desta perseguição feita ao artista, mas também sobre o significado e natureza do seu trabalho.
       
19 FEV | TERÇA
       

FERNANDO LOPES GRAÇA GRAÇA CASTANHEIRA

52’
A vida e a obra do maestro e compositor Fernando Lopes Graça.
       

RICARDO RANGEL, FERRO EM BRASA LICÍNIO DE AZEVEDO

52’
Ricardo Rangel, fotógrafo, 80 anos, é o símbolo vivo da geração que no fim
dos anos 40 iniciou as primeiras denúncias contra a situação colonial. Enquanto
fotografava a cidade dos colonos, Ricardo revelava a desumanidade e a crueldade do colonialismo. Desde então até ao fim da guerra civil pós-independência, Ricardo Rangel fotografou 60 anos da história de Moçambique. Neste filme, conduz-nos pela sua vida e obra, onde a cidade de Maputo, a boémia e o jazz tem um lugar especial.
       

FILHOS DO TÉDIO RODRIGO FERNANDES E RITA ALCAIRE

48’
Atitude é um pequeno pormenor que faz a grande diferença. A hora de falar
de um outro lado de Coimbra chegou. Esta é a história de um dos produtos de
exportação mais famosos da cidade – Os Tédio Boys. Os primeiros do género com visibilidade e, mais do que qualquer outra etiqueta, uma determinada atitude. Este documentário dá conta da realidade vivida nesse período de transição focando-se nos seus momentos chave.
       

ROCKUMENTÁRIO SANDRA CASTIÇO

40’
Kaló, Filipe, Calhau e André personificam o rock'n'roll que define os
Bunnyranch, uma das mais estimulantes bandas portuguesas, surgida do contexto rock'n'roll que caracteriza Coimbra. Com apenas 4 anos de vida, um Ep e um Lp lançados contam já com actuações em Espanha, Holanda, Inglaterra e por todo o país.
O seu som incaracterístico e explosivo aliado à sua postura em palco são uma das marcas da banda. É acompanhando os quatro de perto, na sua relação com os amigos, a música e a cidade, que nos apercebemos que é a sua atitude, carisma e estilo de vida peculiar que os distingue, fazendo deles uma banda tão promissora. Os Bunnyranch parecem imparáveis, no entanto algo vai acontecer que mudará a banda para sempre.
       

SOBRE O LADO ESQUERDO MARGARIDA GIL

50’
A recriação em estúdio e com actores do universo poético do escritor Carlos
de Oliveira.
       

A TERRA ANTES DO CÉU JOÃO BOTELHO

63’
Do que se trata? Filmar um encontro de artistas para celebrar o génio do
escritor. Filmar a criação da música de alguns compositores contemporâneos que se inspiraram nos seus textos mágicos ou as passagens do “Reino Maravilhoso” de Torga. E filmar a alma das pedras e dos montes e o coração e os olhos dos homens e dos animais do mundo que Torga inventou, desafiando-nos a todos nós e desafiando o próprio Deus.
       

U OMÃI QE DAVA PULUS PAULO DE SOUSA

87’
“(...)e escrevi no alto da folha e em letras grandes: U OMÃI QE DAVA PULUS ”
Nuno Bragança. Autor de três romances: “A Noite e o Riso”, “Directa” e “Square
Tolstoi”. Uma colectânea de contos: “Estação”. E uma novela póstuma: “Do Fim do Mundo”. Argumentista de “Os Verdes Anos”, filme inaugural do Cinema Novo
Português e co-realizador, com Gérard Castello-Lopes e Fernando Lopes do filme “Nancionalidade: Português”. Católico e de família conservadora, milita no MAR (Movimento de Acção Revolucionária). Integra as Brigadas Revolucionárias de Carlos Antunes e Isabel do Carmo ao mesmo tempo que trabalha na representação permanente de Portugal junto da OCDE. A 7 de Fevereiro de 1985, morre, aos 55 anos, num quarto de hotel em Lisboa. Nuno Bragança, quem foi? “(...) e escrevi por baixo e em letras pequenas o seguinte: U omãi qe dava pulus era 1 omãi qe dava pulus grãdes. El pulô tantu qe saiu pêlo tôpu. “
       
20 FEV | QUARTA
       

A CASA DON BOSCO MANUEL MONTEIRO GRILLO

44’
Num pequeno orfanato no Sri Lanka convivem cem rapazes que garantem a
sua sobrevivência através de trabalho na agricultura. O orfanato não tem capacidade para dar abrigo à totalidade dos rapazes e a construção de um novo dormitório promete melhorar as condições de vida. Nesta viagem pela infância perdida, uma tradutora, Felicia, protege as crianças das perguntas mais difíceis e revela-se uma mãe sozinha que sacrificou a vida pelo filho.
       

A CASA PAULO CARTAXANA

51’
A Casa de Sta Isabel (Seia, Serra da Estrela) é uma comunidade terapêutica
para crianças, jovens e adultos necessitados de cuidados especiais. Ricardo tem 12 anos, é um recém-chegado à casa, e trava uma luta diária para ultrapassar os seus medos. Miguel, 30 anos, terminou a sua formação como carpinteiro e tenta adaptar-se a um emprego fora de casa. O dia-a-dia de uma comunidade singular.
       

FORA DA LEI LEONOR AREAL

84’
Teresa e Lena são duas lésbicas que tentaram casar, desafiando a lei. Mas o mediatismo do caso trouxe-lhes ainda mais dificuldades e discriminação. Estas duas mães - e duas filhas - são uma família de facto, mas fora da lei. Para elas, casa,escola e trabalho podem tornar-se grandes problemas. Um filme que mostra o peso da homofobia na sociedade.
       

DIFERENÇAS NENI GLOCK

  56’
Uma visão desdramatizada humana e emocionante, que ressalta as
potencialidades de algumas personagens. E a superação das dificuldades que as determinam dependentes para as necessidades mais básicas e elementares da vida.
       

«EX» MIGUEL CLARA VASCONCELOS

54’
<<EX>> é um documentário sobre a ovnilogia em Portugal. Tudo começou em Fátima, ou talvez antes, a verdade é que são muitos os que se dedicam à causa. Os OVNIs não são apenas manifestações da literatura e do cinema de
Hollywood. Em Portugal, de Norte a Sul, muita gente procura vestígios e formas de comunicar com a vida inteligente extra-terrena. Recorrendo a uma simples câmara fotográfica ou através de detectores inventados pelo próprio ovnilogista, passando horas na internet ou a observar os céus nocturnos, muitos são os investigadores amadores. Mas há também quem se dedique a este tema dentro da academia, através da pesquisa de arquivos históricos ou de métodos da psicologia clínica. O fenómeno existe e é vivido intensamente por estas pessoas. O documentário é sobre elas.
       

ASSEMBLEIA LEONOR NOIVO

26’
Vamos entrar na Assembleia pela porta lateral e descobrir, com os
funcionários que ali trabalham, uma outra assembleia. Lá em cima, no plenário,
continuam a discutir-se as leis do país.
       

LISBOA DENTRO MURIEL JACQUEROD E EDUARDO SARAIVA PEREIRA

56’
Segundo as autoridades, existem actualmente em Lisboa cerca de 10.000
prédios degradados. Um pouco por toda a cidade, estão em curso perto de 650
estaleiros. Ao serviço da Câmara Municipal ou das Sociedades de Reabilitação Urbana, arquitectos, juristas, assistentes sociais, vistoriam os imóveis em mau estado e encontram os proprietários, inquilinos e promotores. Em torno das casas, o filme testemunha o diálogo que se estabelece entre estes mundos diferentes.As cidades são feitas de pessoas e elas têm as suas histórias, as suas coisas para contar.
       
21 FEV | QUINTA
       

EXCURSÃO LEONOR NOIVO

24’
Estava prometido um dia fantástico de diversão numa excursão de autocarro
que nos levaria a visitar o país. A viagem, para maiores de vinte e cinco anos, incluía também um delicioso almoço, um lanche, ofertas, brindes e uma "demonstração de artigos para o lar e saúde". Imperdível, dizia no folheto.
       

O SONHO DE DOM ARMÉNIO ROSA BRANCA ALMEIDA

26’
Uma personagem encontrada nas ruas de Lisboa. Doutor, fadista, boémio, à
procura da sua alma gémea.
       

QUINTA DA CURRALEIRA TIAGO HESPANHA

19’
Após a demolição das barracas e a construção dos novos prédios para o
realojamento dos moradores do antigo bairro da Curraleira, sobrou um espaço vazio. Este filme é sobre esse lugar, sobre os encontros, as histórias e as actividades que o definem.
       

ENCONTROS PIERRE-MARIE GOULET

105’
1957. Um grupo de camponeses de Peroguarda, no Alentejo, vai cantar ao
Porto. O poeta António Reis, futuro realizador de Trás-os-Montes e Ana, ouve esses cantos. Conquistado, António Reis, toma o caminho de Peroguarda com um gravador. No seu encalço, outros jovens do Porto irão ao Alentejo ao longo dos anos seguintes. Entre eles, Luís Ferreira Alves, Alexandre Alves da Costa, José Mário Branco. – 1959. Michel Giocometti, começa uma pesquisa de 30 anos durante a qual recolherá a memória da cultura popular. Não tarda a descobrir a aldeia de Peroguarda. *1965. No Porto, o jovem poeta Manuel António Pina, e outros jovens aspirantes a poetas escolhem António Reis como referência. – 1966. O cineasta Paulo Rocha, um dos realizadores que iniciou o Cinema N decide rodar a segunda longa-metragem no Furadouro, situando a história no meio dos pescadores que na infância o haviam fascinado. Estas e outras pessoas fazem parte de uma tribo informal cujos membros se reconhecem quando se encontram.
       

PRAIA DE MONTE GORDO SOFIA TRINCÃO E ÓSCAR CLEMENTE

30’
A vida da Praia de Monte Gordo ao longo do ano, contada pelas vozes dos que
vivem do mar e da praia. O presente deste local que começou por ser um "aglomerado piscatório" e se transformou num local "de veraneio". Os últimos dias do “Deus Me Proteja”, o único dos coloridos barcos de madeira que ainda existe na praia.
       

ONDE ESTÃO OS TOUROS JOÃO MANSO

22’
Na cidade de Almeirim, situada em plena Lezíria Ribatejana, existe uma praça
de touros que é diariamente frequentada por um conjunto de indivíduos. Ninguém sabe ao certo quando será a próxima corrida, ninguém sabe ao certo se a praça irá para obras. O que se sabe é que o tempo passa devagar ao som da rádio Pernes, enquanto se bebe vinho e se come pão. E os touros, os cavalos, os forcados e cavaleiros, onde estão?
       

SE ESTA PRAÇA FOSSE UMA PESSOA MANUELA SANS E DIOGO ANDRADE

22’

Um relato intrigante sobre a relação entre pessoas e um espaço. Uma praça em Barcelona serve de palco a personagens coloridas, cada uma delas com uma visão única deste lugar comum.
Um passeio entre desconhecidos que nos falam da praça como se fosse uma mulher.
Pensámos em conquistá-la, mas ao final fomos nós quem se apaixonou por ela.
Este documentário é uma viagem ao seio deste espaço e um encontro com uma Senhora.

       

BEIRAS VERÓNICA CASTRO

52’
Muitos europeus do Norte, atraídos pela beleza das pequenas vilas e dos
refúgios montanhosos, chamam à sua casa, ao seu sonho, Beiras. Um doce, e por vezes absurdo, encontro entre estrangeiros e portugueses residentes na região centro de Portugal.
       

O QUE ELES CHAMAM PARAÍSO FILIPA BRAVO, CRISTINA NUNES, MARCO CORDEIRO, RITA CABRAL

33’
Numa aldeia do interior de Portugal, conhecemos um grupo de holandeses,
“nascidos e criados” pela cidade, que encontram aí o seu paraíso. O que os levou a deixar o conforto da cidade por uma terra de tradições e cultivos em decadência? As pessoas locais trocam a vida rural e dura do campo pela cidade, mas porque decidem eles ficar? Como pode ser este local o seu paraíso?
       

QUEM É QUE NÓS SOMOS ADRIANA BOLITO

13’
Um clube de futsal de um bairro social de Lisboa tenta ajudar a nova geração a
não cometer os mesmos erros da anterior.
       

DE LÁBIOS PINTADOS NUNO ALBERTO

26’
Quando se fala em travesti, a maioria das pessoas não imagina as diferenças
que podem existir para além do conceito do “homem que se veste de mulher”. Assim, existem grandes clivagens entre os que fizeram a operação de mudança de sexo e os que a não fizeram; entre os que se prostituem e os que não o fazem; entre os que sobem ao palco de forma profissional e os que se servem do palco para o engate e para a brincadeira. Para além de outras diferenças mais pequenas e subtis.
       

TERCEIRO BÊ MARIA REMÉDIO

28’
O Terceiro Bê da Escola Primária nº1 de Lisboa é uma turma com crianças
nascidas há cerca de nove, dez anos, que trazem consigo uma historia de mudança. Os fluxos – as viagens, as escolhas dos pais, o sítio onde moram – convergiram todos para um espaço comum – aquela sala de aula – onde todos os dias partilham a aprendizagem, as brincadeiras, desenvolvem competências, fortalecem relações.
       

& ETC CLÁUDIA CLEMENTE

23’
A “&etc” foi criada em 1973. É uma pequena editora, que desde então e até
aos dias de hoje se rege por parâmetros bastantes singulares – não tem fins lucrativos, não publica obras “comerciais”, edita autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados como pelos personagens que publicam, como por exemplo João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta, alguns dos autores mais alternativos da actualidade. Victor Silva Tavares e Rui Caeiro, com mais de 60 anos, recordam aqui alguns episódios ao longo das três décadas de funcionamento desta editora.
       

NO FUNDO DA GAVETA JOANA PINHO NEVES

20’
No fundo da gaveta é um exercício de verdade com Margarida. Uma mulher
que tenta arrumar uma fase da sua vida com palavras de amor que tantas vezes tecem
a dor...
       
22 FEV | SEXTA
       

PAUSA PARA CAFÉ CLÁUDIA RITA OLIVEIRA

14’
Os cafés são espaços de tempo: tempo de espera, tempo de lazer, tempo de
convívio, tempo de intervalo ou, simplesmente, tempo para beber um café.
       

GESTOS EM CADEIA CARLA MOTA

13’
Num Matadouro existe uma organização e uma repetição de gestos que
conferem ao acto de abater animais em série (para satisfazer as nossas actuais
necessidades alimentares) uma aura de normalidade.
       

PÁTRIA INCERTA INÊS GONÇALVES E VASCO PIMENTEL

52’
Durante 450 anos Goa fez parte do império colonial português, de costas
voltadas para o resto da Índia. Os goeses foram forçados a engenhar todos os dias um novo acordo entre resistência e rendição. A memória da cultura portuguesa sobrevive em Goa e revela-se todos os dias nos detalhes da vida quotidiana. Mas confronta-se à vitalidade da cultura hindu, nunca enfraquecida, presente por toda a parte.
Pátria Incerta olha para um aspecto da colonização de que nunca ninguém fala: o génio que o povo colonizado revela ao produzir uma síntese civilizacional própria.
       

JARDIM JOÃO VLADIMIRO

  80’
Sim, sei que as árvores não têm olhos, a água não tem boca e as pedras não
têm ouvidos. Ainda assim, comunicamos. Neste Jardim em especial, acontecem longas conversas caladas, como dois velhos. Respira-se uma intimidade partilhada por pessoas, animais e plantas. Aqui, assisti aos primeiros passos de uma criança, à chegada de um pato mudo...
       

REMEMORAÇÕES JOSÉ COIMBRA E TIAGO GUIMARÃES

51’
Num mundo feito de palavras como será crescer e viver analfabeto?
Conseguiremos nós, letrados, imaginar esse mundo? Propõem-se 5 olhares sobre o analfabetismo: o dos analfabetos, o de um pedagogo, o de um neurologista e o dos números estatísticos. A estes soma-se um 5º olhar, o de Platão.
Na aldeia de S.Miguel de Machede, perto de Évora, fomos à procura de quem não sabe ler nem escrever e daqueles que, em fase mais avançada da vida, decidiram recuperar a escolaridade perdida.
       

ELOGIO AO 1/2 PEDRO SENA NUNES

70’
O Bairro 25 de Abril da meia Praia fica entre a praia e a linha do comboio que
nos leva à cidade de Lagos. Começou por ser um conjunto de palhotas construídas, improvisadamente, pelos “índios”vindos de Monte Gordo que desejavam apenas sobreviver ao sonho dourado que Lagos não conseguiu cumprir. Após o 25 de Abril, e através do plano arquitectónico Serviço de Apoio Ambulatório Local (S.A.A.L), as palhotas transformaram-se em casas construídas pelos próprios habitantes. Muitas das promessas políticas feitas há trinta anos continuam por cumprir. Como será viver hoje na Meia-Praia?
       

PICCOLO LAVORO ANTÓNIO NUNO JÚNIOR

18’
O realizador Pedro Costa e a sua montadora trabalham na montagem de
alguns extras para a edição DVD de “Onde Jaz o teu Sorriso?”
       

GRANDES ESPERANÇAS
MIGUEL MARQUES

74’
Entrar nos meandros da burocracia é uma aventura q.b. cómica. Grandes
Esperanças dá-nos uma visão de conjunto e quase trágica dos processos de
legitimação do indivíduo perante o Estado, mostrando como toda a nossa existência depende, do nascimento à morte, da Instituição que organiza a vida em sociedade e que aqui aparece na sua dimensão abstracta e coerciva. E só lhes vemos a ponta do iceberg.
       
23 FEV | SÁBADO
       

VILLA MEEAN RICARDO FERREIRA

38’
Com este documentário pretendo dar a conhecer a realidade quotidiana dos
habitantes de uma vila interior de Portugal, onde a lembrança de um passado feliz é tão forte como a autenticidade em que mergulham diariamente.
       

CANTAI CANTIGAS CLÁUDIA TOMAZ

50’
Trás-os-Montes. 2 viagens, Verão e Inverno, à procura de pessoas e cantigas.
Bruno, 8 anos, ‘canta com as cassetes’. Deolinda, ‘anda com as vacas’ e mostra o cemitério da aldeia que ‘‘tem muito que ver’. Ti Ana, de 90 anos, canta cantigas ao lume, com as vizinhas que pedem ‘cantai outra!’, cantigas de tradição oral, ensinadas pela avó, que contam histórias trágicas que por vezes lembram Shakespeare.
       

PINTURA HABITADA JOANA ASCENSÃO

60’
Filme sobre o trabalho de Helena Almeida, artista plástica que, desde o final
dos anos 60, tem desenvolvido uma obra na qual explora os limites da autorepresentação e as fronteiras dos diferentes meios que utiliza, sejam eles a pintura, o desenho, a fotografia ou o vídeo. Pintura Habitada centra-se nas várias fases e elementos envolvidos no elaborado processo criativo através do qual Helena Almeida constrói os seus trabalhos, desde os primeiros estudos à exposição das obras acabadas.
       

8 MULHERES SOBRE COMER, CHEIRAR, AGRICULTURA PEDRO GIL

10’
8 mulheres falam sobre memórias, ideias à volta dos cheiros e sabores da
agricultura. Vídeo que se insere dentro da série de vídeo-retratos de Pedro Gil, onde pessoas apresentam depoimentos ou uma acção sobre o tema.
       

BALLAD OF TECHNOLOGICAL DEPENDENCY CLÁUDIA TOMAZ

33’
Computadores, internet e telemóveis introduziram um novo estilo de vida e mudaram as relações humanas. Ballad of technological dependency é um documentário íntimo explorando relações entre pessoas e tecnologia. O filme é composto por 4 retratos de pessoas que falam, põem em acção, improvizam as suas histórias, questionam...
       

ALDA MIGUEL COELHO

  21’
Alda é sósia de uma cantora famosa. Alda é uma mulher original.
       

ESTADOS DA MATÉRIA SUSANA NOBRE

14’
Eles pensavam que a vida teria sido simples. Todas as obrigações, todos os
problemas que implicam a vida maternal encontraram uma situação natural.
       

PÉ NA TERRA JOÃO VLADIMIRO

20’
Vindo das altas terras da Serra, tio Zé cedo veio para Lisboa, transportando
consigo um relacionamento muito próprio com a terra e com os homens. Foi nos escombros deixados pelas obras do metro que acabou por construir um pequeno mundo onde é Rei, obedecendo apenas ao espaço que o liberta.
       

A CASA DO BARQUEIRO JORGE MURTEIRA

61’
Paulinho faz da barraca sobre o rio a sua casa improvisada. Entre as margens
do Tejo é ele quem assegura a ligação. O filme acompanha o último Barqueiro durante quatro estações. No Inverno e no Outono, na primavera e no verão na mesa de sulipas, solitário. Agora já não há Barqueiro e a nova casa continua por estrear.
       
24 FEV | DOMINGO
       

col. Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

MÁSCARA DE AÇO CONTRA ABISMO AZUL Paulo Rocha

76’
Trabalho para a RTP, sobre duas telas de Amadeo de Souza Cardoso.
Transformação do registo documental num outro «mundo», radical, em que a
(des)montagem de parcelas dos quadros, fotografias e recortes de jornal,
representação/interpretação de actores que neles se «imiscuem», formula uma nova proposta estética.
       

col. Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

POUSADA DAS CHAGAS Paulo Rocha

17’
Uma encomenda da Fundação Gulbenkian, que deixa o realizador liberto de
constrangimentos para registar, como queira, o Museu de Arte Sacra de Óbidos. Uma pesquisa estética, filmada na ferida que se rasga entre o cinema enquanto
representação e o registo documentário de um espaço e do seu «espírito».
       


col. Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

MUDAR DE VIDA Paulo Rocha

93’
Adelino, o personagem (principal?), entre duas mulheres, entre duas «vidas»
(antes e depois da guerra colonial, em Angola), entre terra e mar (a ria…), um enredo de denúncia daquelas vidas de sobrevivência e da sobrevivência da guerra. Uma comunidade de pescadores, o ritmo, o esforço, o desassossego passado para a ficção sob olhar antropológico, quase documental, em que a representação não cobra tributo perante o realismo cru.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       




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