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APRESENTAÇÃO

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APRESENTAÇÃO



Cancelamento A Mostra de Vídeo Arte 2006 foi cancelada, e o projecto está desde então suspenso.

Quando surgiu a Mostra de Vídeo Português em 1994 sentia-se uma necessidade extrema de abertura ao nível da divulgação do audiovisual português. Escasseavam locais onde se pudesse ter um contacto profundo com as produções portuguesas ao nível daquilo que sem estar completamente alheado do cinema caminhava na sua margem. Faltavam locais de programação de ficção, documentário ou arte trabalhados em suporte vídeo.

Foi por isso criada esta Mostra, como local de excepção que programava obras de excepção, que não encontravam espaço nos poucos eventos que divulgavam a imagem. Uma mostra então eclética que abarcava todas as obras produzidas em vídeo, incluindo curtas metragens (a Mostra de Curtas da videoteca programava apenas filmes em película), documentários, animação, video-arte.

Com a explosão da utilização do suporte vídeo na ficção, bem como com o aumento substancial da produção documental em Portugal, a Videoteca criou espaços específicos para estes trabalhos. Fala-se do Panorama (Mostra do Documentário Português) e da Mostra de Curtas (que abriu a sua programação às curtas de ficção produzidas em vídeo em 2005). Estes eventos específicos permitiram então à Mostra de Vídeo a sua própria especificidade, libertando-a da responsabilidade de representar um local onde simplesmente se podia ver o que não passava em mais lado nenhum.

Em 2006 a Mostra de Vídeo português torna-se assim isso mesmo: uma Mostra de Vídeo, que aposta na programação das obras que utilizam o vídeo como meio especifico, de criação e questionamento. Uma Mostra que agora se afasta do cinema para se centrar no que de mais experimental se faz ao nível deste suporte: a video-dança, a video-poesia, os video-clips, numa palavra a video-arte.

É uma Mostra alternativa, que se mantém de excepção no panorama audiovisual português. Um dos poucos locais onde os artistas nacionais podem divulgar as suas expressões íntimas através de um suporte em explosão. Um lugar para questionar o que é olhar em volta através da imagem, e como se está a operar a transformação do mundo num caleidoscópio gigante feito de estilhaços, visões, cores e movimentos individuais, particulares.

 

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